poemas
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eu não quero que tu venhas | style:
poema tipo marchinha carnavalesca date: escrito no mar do Arpoador
com DJ Zé Otávio | 21.10.2008 | 13h40min |
eu
não quero que tu venhas mas, se vieres... vem e vai com deus!
não
peque no pé não me encha nem me irrite se lembrar do nosso
amor lembre que ele não existe se vier de colombina não
provoque da minha dor não sou teu arlequim nem quero ser teu pierrô
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briga entre amigos | style:
poema reflexão date: escrito no avião | 15.10.2008
| 15h10min |
qual
é, cara? o que você quer? ser perdoado? ou se sentir perdoado? quer
uma hóstia? ou prefere um extasis? escolhe logo, não
se culpe por ser culpado
há pessoas que vivem brigando com os amigos como
se fosse possível mantê-los initerruptamente exercitando uma desculpa que
muito além das penitências não examina de quem é
a culpa nem revida a agressão
entre amigos que brigam tudo
depende da decisão de quem aceita a discussão posto que as
verdadeiras amizades permitem que o sim aceite o não e o perdo
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title:
em paz com as guerras | style:
poema reportagem date: escrito em Itatiba - SP | 14.10.2008 | 23h50min |
a
guerra é prá todo mundo mas só é de verdade quando
não se escolhe o inimigo
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a beleza informa | style:
poema durante uma discussão date: escrito no Baixo Gávea
| 11.10.2008 | 22h41min |
a
beleza comunica coisas que não se precisa entender
tenha-a por
perto ao alcance do olhar e veja com seus próprios olhos tudo
que ela for capaz de te informar
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title:
meu 11 de setembro | style:
poema durante uma discussão date: escrito no Diagonal Bar
| 08.10.2008 | 03h01min |
o
que será que eu possa chamar de meu 11 de setembro? algo que mesmo
vendo não compreendo algo que me surpreende que comigo não
se entende enquanto não a identifico uma novidade velha que não
antecipou sua visita e quando tento descrevê-la me enrolo e me complico
é desejo que independe dos meus interesses tão interessante quanto
aquilo de que dependo precedente aberto ao que não entendo legítimo
como um duplo suicídio no qual matando o que em mim morre morro
sem matar alguém que de mim se ausenta
meu 11 de setembro não
vê aviões nenhum prédio foi derrubado nem todo mundo
morreu ao mesmo tempo nenhum bombeiro foi soterrado e os autores do atentado todos
numa mesma sala sentados não se sentiram culpados
foi em 11 de
setembro de 1969 que a junta militar da ditadura brasileira editou o AI-5
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me acuda mãe | style:
poemusic: marchinha carnavalesca date: escrito no Studio Hanói
| 07.10.2008 | 01h21min |
me
acuda mãe, me acuda ... me acuda mãe a milícia tá
querendo me pegar o traficante não me vende mais fiado e o bicheiro
não me deixa no seu bicho jogar
tem um agiota me cobrando uma nota que
eu juro que com juros fiquei duro, mas paguei tô na vadiagem mas não
tenho coragem de meter a mão num ferro e virar fora-da-lei
desempregado ontem,
eu fui despejado comigo dá tudo errado perdi tudo que ganhei já
nem melembro com quem fui casado eu fui abandonado minha mulher virou gay
me
acuda, mãe!
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title:
o poema & a poesia | style:
poema de guardanapo date: escrito no Bar Veloso | 03.10.2008 | 23h31min |
diante
daqueles olhos morenos como tâmaras procurei palavras bacanas que
merecessem o verso do poema que diria apaixonadamente de quatro pela
beleza que me ouvia e nada entendia
pudera: o poema podia ser meu mas
ela era a poesia e o dia em que a poesia entender o mundo que lhe cabe ou
esse mundo acabou ou o que seja a poesia a ele superou
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